Comparador do custo de vida

Mudar de cidade por um salário melhor só compensa se o aumento superar a diferença de custo de vida. Em Portugal, praticamente toda essa diferença se explica por uma única rubrica: a habitação.

Os seus dados

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O seu resultado

Salário necessário para não perder—
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Diferença por mês—
Diferença por ano—
Variação do custo de vida—
Custos mensais atuais—
Novos custos mensais—
Fórmula
Salário necessário = salário atual × (custo no destino ÷ custo atual), ajustado pela habitação.

A habitação explica quase tudo

Alimentação, vestuário, eletricidade e seguros custam aproximadamente o mesmo em Bragança e em Lisboa. O que separa as duas cidades é o preço do metro quadrado, seja em renda seja em prestação.

Ao comparar dois locais, comece sempre por aí: quanto custa uma casa equivalente, qual seria a renda ou a prestação, e qual o valor do condomínio. Só depois faz sentido comparar o resto.

A pressão do arrendamento nas áreas metropolitanas

Lisboa e Porto têm rendas que, para muitos salários portugueses, absorvem metade ou mais do rendimento líquido de uma pessoa sozinha. O mesmo ordenado em Coimbra, Viseu ou Castelo Branco deixa uma folga completamente diferente.

Ao mesmo tempo, é nas duas maiores áreas metropolitanas que se concentram os empregos com salários mais altos. A conta a fazer é o que sobra no fim, não o que está escrito no contrato.

Custos que variam mais do que se pensa

IMI: a taxa é fixada por cada município dentro de um intervalo legal, e a diferença entre concelhos vizinhos pode ser significativa.

Portagens e transportes: quem vive na periferia e trabalha no centro paga portagens ou passe. O passe de transportes nas áreas metropolitanas tem tarifários únicos que tornaram esta rubrica mais previsível, mas o custo de estacionamento no centro não.

Água e resíduos: são tarifas municipais e variam bastante de concelho para concelho.

Creche e infantário: há gratuitidade nas creches em determinadas condições e escalões, mas a oferta e as listas de espera variam muito por território, e a alternativa privada não tem preço uniforme.

Madeira e Açores têm IVA e IRS diferentes

As Regiões Autónomas aplicam taxas de IVA inferiores às do continente e beneficiam de reduções nas taxas de IRS. Em contrapartida, o custo de bens transportados e das deslocações para o continente pesa mais. A comparação exige olhar para os dois lados.

Compare líquidos, não brutos

As taxas de IRS são nacionais, mas o líquido depende de deduções, de dependentes e do subsídio de alimentação praticado por cada empregador. E depois há o que fica: renda, transporte, creche. É esse valor final que decide se a mudança compensa.

O que não é dinheiro

Uma hora a menos de deslocação por dia são cerca de 250 horas por ano. Proximidade da família tem valor real quando há filhos ou pais idosos. E um mercado de trabalho maior é uma apólice de seguro implícita: se o emprego terminar, há mais alternativas a menos de meia hora.

Perguntas frequentes

O que varia mais entre cidades portuguesas?

A habitação, com larga margem. Alimentação, vestuário e serviços variam pouco; renda e preço por metro quadrado variam muito.

O IMI é igual em todo o país?

Não. Cada município fixa a taxa dentro de um intervalo legal, e a diferença entre concelhos vizinhos pode ser relevante.

As Regiões Autónomas têm impostos diferentes?

Sim, aplicam taxas de IVA inferiores às do continente e reduções nas taxas de IRS. Em contrapartida, transportes e bens importados pesam mais.

Que salário preciso para viver em Lisboa?

Comece pela habitação, que explica quase toda a diferença. Depois compare o que sobra depois das despesas fixas, não o valor bruto do contrato.