Calculadora de salário líquido

Do bruto ao líquido em Portugal há dois descontos: 11% para a Segurança Social e a retenção na fonte de IRS. Para a maioria dos trabalhadores, o líquido situa-se entre 70% e 80% do bruto.

Os seus dados

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Fundo de pensões ou similar, descontado antes de impostos.

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Prémios de saúde, dentária e oftalmologia, HSA, apoios ao transporte.

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A sua taxa efetiva, não o escalão. O artigo explica como a ler num recibo de vencimento.

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Zero no Texas, na Florida, em Washington e noutros cinco estados.

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Rendimentos acima deste valor deixam de descontar para a Social Security. O limite sobe quase todos os anos.

O seu resultado

Por vencimento—
Líquido por ano—
Líquido por mês—
Bruto por vencimento—
Entrega para a reforma—
Imposto federal sobre o rendimento—
Imposto estadual e local—
Social Security—
Medicare—
Proporção do bruto que fica—
Fórmula
Líquido = bruto − 11% de Segurança Social − retenção de IRS aplicável ao escalão e à situação familiar.

Os dois descontos

A Segurança Social desconta 11% sobre a remuneração bruta, sem qualquer dedução prévia. A entidade patronal paga ainda 23,75% por cima, valor que não aparece no recibo mas faz parte do custo do seu posto de trabalho.

A retenção de IRS segue tabelas que dependem do rendimento mensal, do estado civil, do número de titulares e do número de dependentes. Não é o imposto final — é um adiantamento, acertado na declaração anual.

Escalões e taxa marginal

O IRS é progressivo por escalões, com taxas crescentes. A taxa do seu escalão aplica-se apenas à parte do rendimento que cai nele, não à totalidade.

É por isso que a taxa média é sempre bastante inferior à taxa marginal. Passar de escalão nunca reduz o líquido total, e essa é uma das confusões mais persistentes sobre o sistema fiscal português.

O mínimo de existência

Existe um valor de rendimento abaixo do qual não há lugar a imposto, garantindo que quem ganha próximo do salário mínimo não vê o rendimento líquido cair abaixo de um patamar. É atualizado anualmente e opera como um travão na base da tabela.

IRS Jovem

Quem inicia a vida ativa após concluir um ciclo de estudos pode beneficiar de isenção parcial de IRS durante vários anos consecutivos, com percentagens decrescentes e limites de valor.

É preciso comunicar a situação à entidade patronal para que a retenção mensal reflita a isenção. Sem isso, paga o imposto todos os meses e só recupera no ano seguinte — um empréstimo sem juros ao Estado que é totalmente evitável.

Catorze meses e duodécimos

Os subsídios de férias e de Natal têm tratamento próprio nas tabelas de retenção, sendo considerados autonomamente e não somados ao salário do mês. Isso evita que a retenção dispare nesses meses.

Se optar por receber em duodécimos, os subsídios são diluídos ao longo do ano. O rendimento anual é o mesmo; muda a distribuição e, marginalmente, a retenção mensal.

O subsídio de alimentação

É isento de IRS e de contribuições até um limite diário, mais elevado quando pago em cartão-refeição do que em dinheiro. Acima desse limite, o excedente é tributado e sujeito a descontos como qualquer remuneração.

Por chegar praticamente inteiro ao bolso, um aumento aqui vale mais do que o mesmo valor em salário bruto — e é normalmente mais fácil de negociar.

Verifique a tabela de retenção

Casar, divorciar, ter um filho ou passar a titular único altera a tabela aplicável. Se não comunicar a alteração à entidade patronal, continua a ser retido pela tabela antiga durante meses. Não perde o dinheiro, mas adia-o um ano inteiro.

Perguntas frequentes

Quanto fica do salário bruto?

Tipicamente entre 70% e 80%, depois de 11% de Segurança Social e da retenção de IRS aplicável à sua situação.

Posso ficar pior ao subir de escalão?

Não. A taxa mais alta aplica-se apenas à parte do rendimento dentro desse escalão, e o líquido total nunca desce.

Como beneficio do IRS Jovem?

Comunicando a situação à entidade patronal para que a retenção mensal já reflita a isenção. Sem isso só recupera o valor no ano seguinte.

Porque a retenção dos subsídios é diferente?

Porque os subsídios de férias e de Natal são considerados autonomamente nas tabelas, e não somados ao salário do mês.