Calculadora de poupança

Um objetivo de poupança tem três variáveis: o montante, o prazo e o reforço mensal. Conhecendo duas, a terceira sai por aritmética — e normalmente é essa que revela se o plano é realista.

Os seus dados

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Use a taxa anual efetiva indicada pelo banco, não a taxa base.

O seu resultado

Saldo no final—
Total depositado—
Juros obtidos—
Juros no último mês—
Fórmula
Valor final = capital inicial × (1 + r)n + reforços mensais capitalizados. A calculadora inverte a fórmula.

O prazo determina onde o dinheiro fica

Dinheiro para usar dentro de três anos pertence a um depósito a prazo ou a Certificados de Aforro. O mercado acionista pode cair 30% e demorar anos a recuperar — é um risco que se aceita na poupança-reforma, não na entrada da casa que vai comprar na primavera.

Acima de dez anos o raciocínio inverte-se. Aí o risco maior não é a oscilação, é ter o dinheiro parado a render abaixo da inflação e a perder poder de compra todos os anos.

O fundo de emergência vem primeiro

Sem três a seis meses de despesas disponíveis, a primeira despesa inesperada vai para o cartão de crédito. Nesse momento não poupou nada — transferiu dinheiro da poupança para dívida cara.

Certificados de Aforro para o médio prazo

Para objetivos entre um e cinco anos, os Certificados de Aforro são normalmente a escolha simples: sem comissões, capital garantido pelo Estado, com uma remuneração indexada e prémios de permanência. O resgate é possível a partir de três meses, com perda dos juros mais recentes conforme as condições da série em vigor.

Compare sempre com a taxa líquida do melhor depósito a prazo disponível, já descontados os 28% de imposto.

PPR só para a reforma

O PPR tem a melhor fiscalidade, mas resgatar fora das condições previstas na lei implica tributação agravada e devolução dos benefícios fiscais usados. Não serve para poupar para o carro nem para as férias. Se o objetivo tem data e não é a reforma, o PPR está fora.

Automatize a transferência

Uma transferência automática no dia do ordenado é a alteração mais simples com maior efeito. O que se poupa primeiro poupa-se; o que se poupa do que sobra não se poupa.

Os subsídios são uma oportunidade

Os subsídios de férias e de Natal são duas remunerações que não entram no orçamento mensal. Se recebe em duodécimos, já estão diluídos; se recebe por inteiro, são dois momentos por ano em que uma parte pode ir diretamente para o objetivo sem que o dia a dia sinta.

A taxa do depósito não é fixa para sempre

Muitos depósitos têm taxa promocional nos primeiros meses e renovam automaticamente numa taxa muito inferior. Verifique o que está efetivamente a receber hoje, não o que foi contratado há dois anos.

Perguntas frequentes

Depósito a prazo ou fundo?

Menos de três anos: depósito ou Certificados de Aforro. Mais de dez: fundo. Entre os dois, depende de quão fixa é a data.

Certificados de Aforro têm imposto?

Sim, os juros são tributados a 28%. Mas não têm comissões e o capital é garantido pelo Estado.

Posso usar o PPR para outro objetivo?

Não é aconselhável. Resgatar fora das condições legais implica tributação agravada e devolução das deduções fiscais utilizadas.

Quanto devo poupar por mês?

Divida o objetivo pelo número de meses disponíveis. Se o valor não for comportável, tem de mudar o prazo ou o objetivo — não a força de vontade.