Calculadora de rendimento de dividendos

O dividendo é a distribuição de lucros aos acionistas. Em Portugal é tributado a 28% por retenção na fonte, e há uma opção — o englobamento — que para alguns contribuintes muda substancialmente a conta.

Os seus dados

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O seu resultado

Valor da carteira—
Rendimento anual no final—
Rendimento mensal no final—
Total de dividendos recebidos—
Rendibilidade sobre o custo original—
Valor total incluindo rendimento levantado—
Fórmula
Dividendo = ações × valor por ação. Yield = dividendo anual ÷ cotação.

Retenção de 28% na fonte

Os dividendos de ações portuguesas são sujeitos a retenção na fonte a 28%, com carácter liberatório. O valor chega à conta já líquido e, se nada fizer, o assunto fica encerrado.

Pode optar pelo englobamento: declarar os dividendos com os restantes rendimentos e aplicar as taxas gerais de IRS. Nesse caso, os dividendos de sociedades residentes são considerados apenas em 50% do seu valor, o que reduz bastante a base tributável.

Para rendimentos baixos e médios, esta combinação — metade do valor tributado às taxas gerais — pode resultar em menos imposto do que os 28%. Para escalões altos, é pior. A opção é anual e abrange toda a categoria.

Ações estrangeiras: retenção no país de origem

Um dividendo de uma empresa estrangeira sofre normalmente retenção no país de origem, à taxa prevista na convenção para evitar a dupla tributação — frequentemente 15%. Depois é ainda tributado em Portugal, com crédito de imposto pelo que foi retido lá fora.

Para obter a taxa reduzida da convenção em vez da taxa interna do país de origem, é normalmente necessário entregar formulários ao intermediário. Muitas corretoras fazem-no automaticamente; outras não, e nesse caso perde-se dinheiro por inércia.

Tudo isto tem de ser declarado no Anexo J. É trabalhoso, e é uma das razões pelas quais muitos investidores portugueses preferem ETF de acumulação a carteiras de ações estrangeiras individuais.

O dividendo não é dinheiro grátis

Quando a empresa distribui um euro por ação, esse euro sai do balanço e a cotação desce aproximadamente o mesmo na data ex-dividendo. Não ganhou rendibilidade — converteu parte do valor que já tinha em dinheiro, e pagou imposto sobre essa conversão.

É por isso que uma estratégia de yield alto não é automaticamente superior a uma de valorização. Numa conta tributada, o dividendo antecipa imposto que de outra forma só pagaria ao vender.

Yield elevado é frequentemente um aviso

Um yield de 12% costuma significar que a cotação caiu, não que o dividendo subiu. Verifique se a distribuição está coberta pelos resultados: se a empresa distribui mais do que gera, o dividendo está a ser financiado por dívida ou por caixa, e não se mantém.

ETF de acumulação simplificam

Num ETF de acumulação, os dividendos das empresas são reinvestidos dentro do fundo sem chegarem à sua conta e sem gerarem tributação imediata para si. É a razão pela qual muitos investidores de longo prazo em Portugal os preferem: menos imposto antecipado e muito menos trabalho na declaração.

Perguntas frequentes

Como são tributados os dividendos em Portugal?

Retenção na fonte a 28% com carácter liberatório, ou englobamento às taxas gerais de IRS com os dividendos de sociedades residentes considerados em apenas 50%.

Compensa optar pelo englobamento?

Com rendimentos baixos ou médios pode compensar, porque só metade do dividendo é considerada. Nos escalões altos é pior.

E os dividendos de ações estrangeiras?

Sofrem retenção no país de origem, frequentemente 15% ao abrigo de convenção, e são depois tributados em Portugal com crédito de imposto. Devem constar do Anexo J.

Porque preferir ETF de acumulação?

Porque os dividendos são reinvestidos dentro do fundo, sem tributação imediata e sem obrigações declarativas adicionais por cada distribuição.