Comparador renting ou compra
O aluguer dá uma renda fixa e nenhuma preocupação com a revenda. A compra dá propriedade e liberdade. Em Portugal, a decisão muda completamente consoante se trata de um particular ou de quem tem atividade aberta.
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Fórmula
O que está a pagar num contrato de aluguer
No leasing, no ALD e no renting paga a desvalorização do período, mais juros e margem da locadora. Não amortiza para ficar com o carro: no fim decide se paga o valor residual, se refinancia ou se devolve.
Não é necessariamente mau. Comprou a utilização de um automóvel durante três anos a um preço conhecido, sem risco de revenda. Para quem tem quilometragem previsível e valoriza não ter surpresas, isso vale dinheiro.
A entrada não é capital
Quase todos os contratos exigem uma entrada inicial de 15% a 30%. Esse valor não volta e não é património — é renda antecipada. Ao comparar a mensalidade com a prestação de um crédito, distribua a entrada pelos meses do contrato, senão está a comparar coisas diferentes.
A quilometragem é onde surgem as faturas
O contrato fixa um limite anual, tipicamente entre 10 000 e 25 000 km. Ultrapassá-lo custa um valor por quilómetro excedente que raramente é simpático. Ficar abaixo, em regra, não devolve nada.
Estime com honestidade e contrate com alguma folga. Sai mais barato pagar quilómetros que não usa do que pagar a penalização dos que usou a mais.
Estado de devolução
A devolução obedece a critérios de desgaste considerado normal. Riscos profundos, jantes danificadas, para-brisas com fendas e falhas no plano de manutenção geram acertos. Leia as condições de restituição antes de assinar — e considere uma avaliação independente antes de entregar o carro.
Para empresas e independentes o cálculo é outro
Com atividade aberta, as rendas de leasing e de renting são gasto dedutível dentro dos limites legais, e o IVA pode ser dedutível em determinadas viaturas — totalmente em veículos de mercadorias e em elétricos até certos valores, e não em ligeiros de passageiros comuns.
Há também a tributação autónoma sobre encargos com viaturas, escalonada por valor de aquisição e com taxas reduzidas para elétricos e híbridos plug-in. Esta componente pesa e muda a conclusão com frequência.
Faça a comparação sempre depois de impostos. Um contrato que parece caro pode sair mais barato do que a compra quando a dedutibilidade entra na conta — e o inverso também acontece.
Quando comprar vence claramente
Se faz muitos quilómetros, mantém o carro muitos anos e tolera despesas irregulares, comprar ganha quase sempre. Os anos verdadeiramente baratos de um automóvel são o sexto ao décimo, e no aluguer nunca chega lá — está permanentemente na parte cara da curva de desvalorização.
Renting: cuidado com o que está incluído
O renting inclui normalmente seguro, manutenção, assistência e IUC. Isso torna a renda mais alta e mais comparável ao custo total real. Ao pôr lado a lado com um crédito automóvel, some ao crédito o seguro, o IUC e a manutenção — senão a comparação é enganadora a favor da compra.
Perguntas frequentes
Compensa fazer leasing sendo particular?
Sobre prazos longos raramente, porque nunca chega aos anos de baixa desvalorização. Em três anos com pouca quilometragem a diferença pode ser pequena.
A entrada é recuperável?
Não. É renda antecipada, não capital. Para comparar com um crédito, distribua-a pelos meses do contrato.
O que acontece se passar do limite de quilómetros?
Paga um valor por quilómetro excedente na devolução, definido no contrato. Ficar abaixo do limite normalmente não devolve nada.
E se tiver atividade aberta?
As rendas são gasto dedutível dentro dos limites, o IVA pode ser dedutível em certas viaturas e há tributação autónoma sobre encargos. A comparação tem de ser feita depois de impostos.