Comparador de custos elétrico e gasolina

O elétrico ganha quase sempre no custo de utilização e perde frequentemente no preço de compra. Em Portugal há três variáveis que decidem: os impostos na aquisição, a proporção de carregamento doméstico e quantos quilómetros faz por ano.

Os seus dados

mpg
L/100km
€
per kWh

Milhas por kWh, ou quilómetros por kWh em métrico. A maioria dos elétricos situa-se entre 3 e 4 milhas por kWh.

€per kWh
%

Energia que se perde em calor em vez de ir para a bateria. Cerca de 10% no carregamento doméstico em corrente alterna.

O seu resultado

Poupa por ano—
Gasolina por ano—
Eletricidade por ano—
Poupado em 5 anos—
Gasolina por milha / km—
Elétrico por milha / km—
Fórmula
Custo total = preço menos valor de revenda + energia + IUC + seguro + portagens + manutenção durante o período.

O ISV é a maior diferença de partida

Os veículos exclusivamente elétricos estão isentos de Imposto sobre Veículos. Como o ISV representa uma parcela muito significativa do preço de um automóvel novo em Portugal, boa parte da diferença de preço de tabela entre um elétrico e um térmico equivalente já está explicada por impostos.

Para empresas há ainda vantagens no IVA dedutível dentro de limites de valor e uma tributação autónoma mais favorável, o que torna a comparação bastante diferente da de um particular.

IUC e outros encargos correntes

Os elétricos têm IUC substancialmente mais baixo. Em várias cidades há ainda benefícios em estacionamento e em zonas de emissões reduzidas, definidos localmente e sujeitos a alteração.

Em portagens existem descontos aplicáveis a veículos elétricos em determinadas concessões. Confirme o que se aplica ao seu percurso, porque o regime não é uniforme em todo o país.

Energia: onde carrega decide tudo

Carregar em casa com tarifa bi-horária custa uma fração do combustível equivalente. Carregar em postos rápidos de autoestrada aproxima o custo por 100 km ao de um gasóleo eficiente.

Estime honestamente a sua repartição. Com garagem própria e carregamento noturno, a poupança anual é grande. Sem lugar de estacionamento privado e dependendo da via pública, é bastante menor — e este é o caso de muita gente nos centros urbanos portugueses.

Manutenção favorece o elétrico

Sem mudanças de óleo, sem filtros de combustível, sem correias de distribuição, e com travões que duram mais por causa da travagem regenerativa. Em contrapartida, os pneus desgastam-se mais depressa por causa do peso e do binário, e algumas reparações fora de garantia exigem oficina especializada.

A revenda é a maior incógnita

Os usados elétricos têm tido preços mais voláteis. A autonomia e a velocidade de carregamento melhoram depressa, o que penaliza modelos anteriores, e alterações nos incentivos deslocam o mercado inteiro.

Se pretende ficar com o carro dez anos, isto é irrelevante. Se pensa vender ao fim de três, é a rubrica mais pesada e a mais difícil de prever.

Como fazer a conta corretamente

Preço de compra menos valor estimado de revenda, mais energia calculada com a sua repartição real de carregamento, mais IUC, seguro cotado para ambos os veículos, portagens no seu percurso e uma estimativa de manutenção. Divida pelo número de anos.

Tudo o que fica fora deste método é publicidade — em qualquer dos sentidos.

Perguntas frequentes

Porque os elétricos parecem caros e depois compensam?

Porque estão isentos de Imposto sobre Veículos e têm IUC muito mais baixo, além de custo de energia inferior com carregamento doméstico.

Quanto poupo em energia?

Com carregamento em casa e tarifa bi-horária, uma fração do custo de combustível. Em carregamento rápido de autoestrada a diferença reduz-se muito.

A manutenção é mais barata?

Sim, sem mudanças de óleo nem correias e com menos desgaste de travões. Em contrapartida os pneus duram menos por causa do peso e do binário.

Vale a pena se não tenho garagem?

A vantagem reduz-se bastante, porque depende de carregamento público mais caro. Faça a conta com a sua repartição real entre casa e via pública.