Calculadora de pontos de desconto

Nos Estados Unidos é possível pagar uma quantia à cabeça para reduzir a taxa do crédito. Em Portugal esse produto não existe. Existem, em contrapartida, quatro formas de baixar o spread — e nenhuma delas custa dinheiro à entrada.

Os seus dados

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Um ponto custa 1% do empréstimo.

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Pergunte ao banco: varia e é muitas vezes menos de um quarto de ponto.

Até vender ou transferir o crédito, o que acontecer primeiro.

O seu resultado

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Ponto de equilíbrio—
Quanto custam os pontos—
Poupança mensal—
Taxa após comprar pontos—
Prestação com pontos—
Prestação sem—
Ganho líquido nos anos em que o mantiver—
Ganho líquido se o mantiver todo o prazo—
Fórmula
Poupança = (spread atual − spread possível) × capital em dívida. Um décimo de ponto em 200 000 euros são 200 euros por ano.

Porque não há «pontos» em Portugal

A compra de pontos de desconto faz sentido num mercado onde o crédito tem taxa fixa durante trinta anos e a amortização antecipada é cara. Aí, comprar taxa é um investimento com um período de recuperação calculável.

Em Portugal a maioria dos créditos é indexada à Euribor e pode ser transferido para outro banco pagando uma comissão de 0,5% do capital. Pagar hoje por uma taxa que muda de seis em seis meses não faria sentido para o cliente nem para o banco. Por isso o produto simplesmente não é comercializado.

O que funciona: o rácio de financiamento

Os bancos definem escadas de spread por rácio entre empréstimo e garantia. Descer de 90% para 80%, ou de 80% para 70%, costuma valer uma redução visível. Se a casa valorizou ou se já amortizou capital, peça uma nova avaliação e a reclassificação no escalão correspondente.

O banco não faz isto por iniciativa própria. Tem de ser pedido.

O que funciona: uma proposta concorrente

Peça simulações a três bancos e leve a melhor ao seu. A transferência de crédito habitação em Portugal é comum e barata, e as instituições sabem-no. Um décimo de ponto percentual em 200 000 euros são 200 euros por ano; meio ponto são mil.

O que funciona, com contas feitas: as vendas associadas

Grande parte das propostas oferece um spread mais baixo condicionado à domiciliação do ordenado, cartão de crédito, seguros e produtos de poupança. A lei obriga a apresentar na ficha de informação normalizada o spread com e sem essas condições.

Some o custo anual de cada produto e compare com o desconto no spread. É frequente que um seguro de vida do banco custe mais do que a redução que gerou. E lembre-se de que tem direito a contratar os seguros associados noutra seguradora.

O que funciona: encurtar o prazo

Não reduz a taxa, mas reduz drasticamente o juro total. E um prazo mais curto costuma vir associado a melhores condições, porque reduz o risco para o banco. Se o orçamento permite, é o ajuste com maior efeito no custo global do crédito.

Taxa fixa não é desconto

Fixar a taxa custa normalmente mais do que a variável ao longo do tempo. É um seguro contra subidas, não uma forma de pagar menos. E torna a saída mais cara: a comissão de reembolso antecipado é de 2% em taxa fixa, contra 0,5% em variável.

Faça o cálculo que realmente importa: capital em dívida vezes a diferença entre o spread que paga e o que consegue obter. Se o resultado passar de algumas centenas de euros por ano, vale a hora que vai gastar.

Perguntas frequentes

Posso pagar para baixar a taxa do crédito?

Não. O produto não existe em Portugal, porque a taxa é maioritariamente variável e o crédito pode ser transferido a baixo custo.

O que baixa realmente o spread?

Um rácio de financiamento mais baixo, uma proposta concorrente, vendas associadas com contas feitas, e um prazo mais curto.

Sou obrigado a fazer os seguros no banco?

Não. Os seguros associados ao crédito podem ser contratados noutra seguradora, e o banco tem de indicar o spread com e sem vendas associadas.

Fixar a taxa sai mais barato?

Em média não. É uma proteção contra subidas e encarece a saída, já que a comissão de reembolso antecipado passa de 0,5% para 2%.