Calculadora conta de títulos

Não existe em Portugal nenhum produto em que o ganho seja totalmente isento de imposto na saída. O que existe são graus diferentes de alívio — e o PPR, com 8% no resgate, é o que mais se aproxima.

Os seus dados

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O seu resultado

Saldo, todo seu—
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O mesmo saldo num PPR, após impostos—
Vantagem da conta de títulos—
Total entregue—
Crescimento do investimento—
Fórmula
Valor final = entregas capitalizadas. O imposto depende do produto: 8% no PPR nas condições legais, 28% na generalidade dos investimentos.

Isenção total não existe

Numa conta do tipo Roth, o dinheiro entra já tributado e nem o crescimento nem a retirada pagam imposto. Nenhum produto português funciona assim.

A única isenção equiparável no património das famílias portuguesas é a exclusão de tributação da mais-valia da habitação própria e permanente quando há reinvestimento noutra habitação própria permanente dentro dos prazos legais. Fora daí, todo o rendimento de capitais é tributado.

Isto significa que conselhos importados sobre «maximizar a Roth» não têm tradução direta. O que se pode fazer em Portugal é escolher o produto que reduz mais a fatura fiscal.

O PPR é o mais próximo

Entra dinheiro já tributado, cresce sem tributação e sai a 8% nas condições legais. Não é zero, mas é menos de um terço da taxa normal de 28%.

A diferença face à lógica Roth é que o PPR também dá benefício à entrada, através da dedução à coleta de 20%. Em termos fiscais, acumula características dos dois modelos norte-americanos ao mesmo tempo — e é essa a razão pela qual raramente há motivo para o dispensar quando o objetivo é mesmo a reforma.

A conta de títulos é o oposto: flexível e tributada

Numa carteira normal de ações, ETF e fundos, o imposto é de 28% sobre a mais-valia realizada. Mas só paga quando vende: enquanto mantiver as posições, o ganho continua a compor por inteiro.

Em contrapartida, tem liquidez total, sem condições de resgate, sem devolução de benefícios e sem limite anual de entrada. Para objetivos que não são a reforma, é o veículo certo.

A escolha na prática

Não é uma escolha entre um e outro. A sequência que funciona para a maioria é: fundo de emergência, dívida cara liquidada, carteira acessível para o médio prazo, PPR até ao limite anual de dedução, e o excedente de volta à carteira.

O PPR resolve a reforma com a melhor fiscalidade; a carteira resolve tudo o resto, com liberdade total.

O englobamento como ajuste fino

Para rendimentos de capitais fora do PPR, existe a opção de englobamento: em vez dos 28%, junta-os aos restantes rendimentos e aplica as taxas gerais de IRS. Com rendimento baixo pode ser vantajoso, porque os primeiros escalões estão abaixo de 28%.

É uma opção anual que abrange toda a categoria e não pode ser escolhida caso a caso. E é necessária se quiser reportar menos-valias para os anos seguintes.

Não confunda garantia de capital com segurança

Muitos produtos vendidos ao balcão com aparência de poupança-reforma garantem o capital e rendem muito pouco. Ao longo de trinta anos, uma rendibilidade real negativa depois da inflação destrói mais valor do que qualquer imposto. A fiscalidade escolhe-se depois de escolher a exposição, não antes.

Perguntas frequentes

Existe algo como uma Roth IRA em Portugal?

Não. Nenhum produto isenta totalmente o ganho na saída. O mais próximo é o PPR, tributado a 8% no resgate nas condições legais.

Que rendimento é isento em Portugal?

A mais-valia da habitação própria e permanente quando reinvestida noutra habitação própria permanente dentro dos prazos legais.

PPR ou conta de títulos?

O PPR para a reforma, pela fiscalidade. A conta de títulos para tudo o resto, pela liquidez total e ausência de condições de resgate.

Quando compensa o englobamento?

Com rendimentos baixos, porque os primeiros escalões de IRS ficam abaixo de 28%. É também necessário para reportar menos-valias para anos seguintes.