Calculadora de reforma

A pensão da Segurança Social depende de toda a sua carreira contributiva, não do último salário. Para quem tem rendimentos acima da média, a diferença entre o último ordenado e a pensão é grande — e é essa diferença que a poupança própria tem de cobrir.

Os seus dados

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A parte da carteira levantada no primeiro ano de reforma.

O seu resultado

Excedente ou défice—
Saldo projetado—
Saldo necessário—
Saldo projetado a preços de hoje—
Rendimento que sustentaria—
Rendimento pretendido, a preços futuros—
No bom caminho—
Anos em falta—
Fórmula
Capital necessário = despesa anual acima da pensão × anos de reforma, ajustado pelo rendimento do capital.

Como se calcula a pensão

A pensão resulta da remuneração de referência — construída a partir das remunerações de toda a carreira, atualizadas — multiplicada por uma taxa de formação que depende dos anos de descontos.

Dois pontos consequentes. Primeiro: contam os anos todos, incluindo os de início de carreira com salários baixos e os anos com interrupções. Segundo: a taxa cresce com o tempo de contribuições, pelo que carreiras curtas resultam em pensões muito baixas mesmo com salários altos no fim.

Fator de sustentabilidade

Aplica-se às pensões antecipadas e reflete o aumento da esperança média de vida. Quanto mais cedo pedir a reforma, maior o corte permanente.

A idade normal de acesso é atualizada anualmente em função da esperança média de vida aos 65 anos, e situa-se acima dos 66. Existem regimes de flexibilização a partir dos 60 anos com penalização, e regimes sem penalização para carreiras contributivas muito longas.

Não há um plano de empresa generalizado

Ao contrário de vários países europeus, Portugal não tem um sistema de pensões profissionais obrigatório. Os fundos de pensões de empresa existem sobretudo na banca, nos seguros e em grandes empresas, e não são a regra.

Se a sua entidade patronal tem um, é remuneração diferida com valor real e vale a pena perceber as condições de aquisição do direito. Se não tem — o caso da maioria — a segunda camada da sua reforma tem de ser construída por si.

O PPR é a peça que falta

Com dedução à coleta na entrada, ausência de tributação durante a acumulação e 8% no resgate nas condições legais, o PPR é o veículo com melhor fiscalidade para complementar a pensão pública. Não é obrigatório e não substitui uma carteira diversificada, mas para poupança especificamente afeta à reforma é difícil de bater.

Quanto vai precisar

A regra dos 70% do último rendimento é um ponto de partida. Com casa paga, filhos independentes e sem deslocações diárias, o valor pode ser inferior; com planos de viagem nos primeiros anos, é superior no início e menor depois.

O cálculo útil faz-se de baixo para cima: quanto custa o modo de vida que quer ter, menos a pensão estimada. A diferença multiplicada pelos anos de reforma é o objetivo de poupança.

Consulte a sua carreira contributiva

Na Segurança Social Direta pode ver todos os registos de remunerações e simular a pensão. Vale a pena fazê-lo cedo: falhas de registo por parte de entidades patronais antigas são frequentes e são muito mais fáceis de corrigir com dez anos de antecedência do que na véspera da reforma.

Perguntas frequentes

A pensão depende do último salário?

Não. Depende das remunerações de toda a carreira, atualizadas, e da taxa de formação que cresce com os anos de descontos.

Com que idade posso reformar-me?

A idade normal é atualizada anualmente em função da esperança média de vida e situa-se acima dos 66 anos. Há acesso antecipado a partir dos 60 com penalização.

O que é o fator de sustentabilidade?

Um redutor aplicado às pensões antecipadas que reflete o aumento da esperança média de vida. Quanto mais cedo se reforma, maior o corte permanente.

Onde vejo a minha carreira contributiva?

Na Segurança Social Direta, onde pode consultar todos os registos de remunerações e simular a pensão. Convém verificar cedo, porque as falhas de registo são frequentes.